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BLOG DO CASTANHA

“Ai meu bem, sem você, não há Carnaval”

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SEGUNDA-FEIRA É DIA DE OPINIÃO DA PSICÓLOGA ANDREA BOTELHO


“Eu quero entrar na folia, meu bem/ Você sabe lá o que é isso? / Batutas de São José, isso é, parece que tem feitiço / Batutas tem atração que ninguém pode resistir /Um frevo desses que faz demais a gente se distinguir / Deixa o frevo rolar / Eu só quero saber /Se você vai ficar /Ai, meu bem, sem você /Ai, não há carnaval /Vamos cair no passo /E a vida gozar”. (Martinho da Vila)

Está chegando aí uma época de alegria, porém difícil para muitos relacionamentos e muitos casais. O Carnaval. Um período particular e lindamente difícil.

Antigamente quando eu ouvia o Hino dos Batutas, naquela parte que fala “ai meu bem sem você não há carnaval”, imaginava que era uma canção de amor para uma pessoa amada. Entretanto hoje vejo como há pessoas que não conseguem brincar o carnaval apenas com alegria e sem a companhia do álcool.

São as discussões, os desentendimentos, relacionamentos que se rompem, carências e traições, muitas lágrimas rolando, agressões muitas vezes gratuitas, descontroles emocionais, em nome de um “tudo pode, pois é carnaval”. “Sem você não há carnaval” – “você”, quer dizer, o álcool - é que o carnaval deixa de existir para muitos, infelizmente. Daí se perde de apreciar as cores, a iluminação, as decorações, as fantasias, a alegria que paira no ar pelas canções carnavalescas e tudo mais que o carnaval engloba. Tudo porque o álcool coloca a folião em outro “estado”.

Nesse Carnaval 2010 vamos procurar nos divertir com moderação, dentro dos limites da paz, da paciência e da amizade, para não tirar a alegria dos que amamos e dos outros que nos cercam, a fim de que possamos evitar conseqüências desastrosas, das quais venhamos a nos arrepender depois. Deixar que venha à tona apenas os sentimentos que fazem bem não apenas e unicamente a nós mesmos, mas a uma coletividade. Decidir viver um carnaval em paz e entrar na folia resistindo aos excessos.

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Andréa Botelho – Mestre em Psicologia pela Universidade Católica de Pernambuco e Escritora filiada a UBE.

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Última atualização ( Seg, 08 de Fevereiro de 2010 07:42 )  

Causos de Jornalista

JOSÉ LUIZ TRUAN

22.06.2010 |
JOSÉ LUIZ TRUAN - Ele, pessoalmente, não vai gostar muito do que estou revelando neste texto. É um homem reservado, não gosta contem sua história. Recentemente, completou 90 anos de vida, e como qualquer outro jovem, continua trabalhando diariamente, no seu restaurante “Taverna Suíça” (fundado em agosto de 1968), por que precisa se manter economicamente, sobreviver como os demais brasileiros. Quando Gravatá era apenas um caminho para Caruaru e Garanhuns, naquela metade da década de 60, o suíço-espano José Luiz Truan assentava o primeiro tijolo no alicerse do que seria a “Gravatá Cidade Turística” com a construção do seu Hotel Suíço (hoje extinto) e logo depois o Restaurante Taverna Suíça. Ele introduziu a fondue na culinária gravataense e fez com que muita gente subisse a Serra das Russas para degustá-la – um hábito salutar de 42 anos vividos por várias gerações. A Fondue é o mesmo daquele inicio. José Luiz Truan aprendeu a receita da Fondue, no local onde os pastores de ovelhas suíços descobriram este prato. Nas colinas da Suíça onde se abrigavam do frio. Uma fogueirinha, a água com óleo fervendo, a imersão da carne e a Foudue, era a receita que o soldado José Luiz Truan, - que aos 16 anos fora convocado para lutar na Guerra Civil Espanhola e saíra ferido por mais de uma vez – experimentava nos acampamentos das suas campanhas bélicas. Filho de mãe espanhola da província de Gijon e de pai suíço da nobreza rural de Faud, José Luiz Truan teve uma juventude cheia de aventuras. Lutou como soldado na Segunda Guerra Mundial e teria sido dado como morto, depois de ter participado de uma sangrenta batalha no solo de neve russo de Lenigrado. Era do pelotão de caçar tanques de guerra do inimigo e destruí-los. Terminada Guerra, trabalhou durante anos até que veio para América do Sul. Entrou no Brasil através do Equador pela Selva Amazônica. Um dia os caminhos da vida lhes trouxeram para Recife. Trabalhou em restaurantes e conheceu Madalena, sua esposa, com quem teve duas filhas – Ana e Katarina, que residem na Europa. Em 1964 foi convidado para trabalhar em Garanhuns, certamente no Hotel Tavares Correia. Antes de chegar a cidade das 7 Colinas, parou em Gravatá, e nunca mais saiu daqui. Sou apenas um jornalista. Mas a vida heróica de José Luiz Truan enche de fascínio qualquer biografo na caça de uma boa história. Gravatá deve toda essa história de “Cidade Turística”, ao visionário José Luiz Truan que introduziu um pouco da cultura suíça, dos chalés e da gastronomia, Não deixe de saborear esta história com o mais autêntico e delicioso prato da cozinha suíça – A Fondue, prepara e servida na Taverna Suíça de Gravatá. Faça sua reserva pelo telefone 3533.0299. Read more...

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Sobre o Autor

Author Cláudio Castanha é Jornalista atuante com mais de 25 anos de experiência. Atualmente reside em Gravatá - PE.