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BLOG DO CASTANHA

III NOITE DO MARACATU. Tinha tudo para ser uma festa perfeita

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OPINIÃO DO LEITOR


Por Ricardo Vieira

Tinha tudo para ser um evento perfeito promovido pela Prefeitura de Gravatá. Mas, infelizmente, não foi. A III Noite do Maracatu, realizada ontem, sábado, 06 de Fevereiro, foi marcada por garfes e provocações.

Um momento tão lindo, tão pernambucanamente verdadeiro, com a participação de quatro grupos: O Maracatu Nação Camaleão, do Maracatu Rural Águia Dourada de Glória do Goitá, do Caboclinho de Buenos Aires, do Maracatu do GAMR – Grupo de Apoio aos Meninos de Rua – representando a nossa cidade, junto com o grupo da Terceira Idade.
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Com os atrasos comuns a estes eventos, as agremiações saíram da R. Vereador Elias Torres em direção a Estação do Artesão, com parada obrigatória em frente ao Palácio do Governo Municipal, onde estavam presentes o Prefeito Ozano Brito e família, vereadores, funcionários, outros convidados e agregados.


Tudo lindo, tudo maravilhoso, tudo uma beleza que palavras são dispensadas. Até que uma componente do GAMR pediu o microfone e agradeceu ao ex-prefeito Joaquim Neto. A garfe foi seguida de um grande constrangimento, como onomatopéias de repúdios.
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E não parou por aí.
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Quando o Maracatu Águia Dourada se postou para sua apresentação, o mestre puxador das canções dedicou seus versos a decisão do TRE que deu o direito de Ozano Brito continuar exercendo o cargo de executivo. Sem respaldo do público, o puxador seguiu cantando versos que davam glórias do prefeito.
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Me faço duas até agora:
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1- Será que foi idéia (palavras) do puxador provocar os eleitores de Bruno Martiniano que estavam presentes? Se realmente foi idéia dele, devo me arrepender de não ter ido cumprimentá-lo por ser uma pessoa muito bem informada da política local e transformar essas informações em versos tão instigantes. E se não foi idéia dele, de quem foi?
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2- Porque os artistas não podem ser independentes, sem se arriscarem a tomar partido, sem bajulações, sem comprometerem-se demais com o público, que simplesmente prestigiam o trabalho que eles desenvolvem? Que valores eles esperam conseguir?
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Maracatu Rural é uma manifestação cultural da música folclórica pernambucana e os eventos que colaboram para que a cultura deste tipo de amostra esteja presente na vida de todas as pessoas que admiram e que valorizam, são importantíssimos.
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Mas, para que estes blocos, agremiações, nações, estejam cumprindo o seu papel dignamente, representando seu povo, é preciso que seus dirigentes e diretores estejam atentos a investidas políticas que podem manchar a imagem da força cultural, que historicamente, nunca precisou apresentações apelativas.

 

Última atualização ( Seg, 08 de Fevereiro de 2010 07:35 )  

Causos de Jornalista

JOSÉ LUIZ TRUAN

22.06.2010 |
JOSÉ LUIZ TRUAN - Ele, pessoalmente, não vai gostar muito do que estou revelando neste texto. É um homem reservado, não gosta contem sua história. Recentemente, completou 90 anos de vida, e como qualquer outro jovem, continua trabalhando diariamente, no seu restaurante “Taverna Suíça” (fundado em agosto de 1968), por que precisa se manter economicamente, sobreviver como os demais brasileiros. Quando Gravatá era apenas um caminho para Caruaru e Garanhuns, naquela metade da década de 60, o suíço-espano José Luiz Truan assentava o primeiro tijolo no alicerse do que seria a “Gravatá Cidade Turística” com a construção do seu Hotel Suíço (hoje extinto) e logo depois o Restaurante Taverna Suíça. Ele introduziu a fondue na culinária gravataense e fez com que muita gente subisse a Serra das Russas para degustá-la – um hábito salutar de 42 anos vividos por várias gerações. A Fondue é o mesmo daquele inicio. José Luiz Truan aprendeu a receita da Fondue, no local onde os pastores de ovelhas suíços descobriram este prato. Nas colinas da Suíça onde se abrigavam do frio. Uma fogueirinha, a água com óleo fervendo, a imersão da carne e a Foudue, era a receita que o soldado José Luiz Truan, - que aos 16 anos fora convocado para lutar na Guerra Civil Espanhola e saíra ferido por mais de uma vez – experimentava nos acampamentos das suas campanhas bélicas. Filho de mãe espanhola da província de Gijon e de pai suíço da nobreza rural de Faud, José Luiz Truan teve uma juventude cheia de aventuras. Lutou como soldado na Segunda Guerra Mundial e teria sido dado como morto, depois de ter participado de uma sangrenta batalha no solo de neve russo de Lenigrado. Era do pelotão de caçar tanques de guerra do inimigo e destruí-los. Terminada Guerra, trabalhou durante anos até que veio para América do Sul. Entrou no Brasil através do Equador pela Selva Amazônica. Um dia os caminhos da vida lhes trouxeram para Recife. Trabalhou em restaurantes e conheceu Madalena, sua esposa, com quem teve duas filhas – Ana e Katarina, que residem na Europa. Em 1964 foi convidado para trabalhar em Garanhuns, certamente no Hotel Tavares Correia. Antes de chegar a cidade das 7 Colinas, parou em Gravatá, e nunca mais saiu daqui. Sou apenas um jornalista. Mas a vida heróica de José Luiz Truan enche de fascínio qualquer biografo na caça de uma boa história. Gravatá deve toda essa história de “Cidade Turística”, ao visionário José Luiz Truan que introduziu um pouco da cultura suíça, dos chalés e da gastronomia, Não deixe de saborear esta história com o mais autêntico e delicioso prato da cozinha suíça – A Fondue, prepara e servida na Taverna Suíça de Gravatá. Faça sua reserva pelo telefone 3533.0299. Read more...

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Sobre o Autor

Author Cláudio Castanha é Jornalista atuante com mais de 25 anos de experiência. Atualmente reside em Gravatá - PE.