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As altas temperaturas registradas nos últimos meses têm prejudicado a avicultura local, segundo segmento econômico de maior representatividade no Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco. Com o calor, o tempo para engorda das aves aumentou, fazendo com que a produtividade caísse em até 10% devido a elevação nos custos. Quanto mais se demora a atingir o peso ideal, maior é a quantidade de ração consumida pelos animais nas granjas, além do aumento nos gastos co manutenção dos espaços. O fenômeno tem atingido todo o País, sendo mais grave na Região Sul, onde as oscilações térmicas são maiores que no Nordeste. E, segundo divulgou ontem o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a tendência é que o calor permaneça até abril. Aqui estamos sofrendo, mas não como no Sul, onde as perdas chegam a 40% dos animais. Em picos de temperatura chegaram a morrer em um único dia 15% do plantel , comentou o presidente da Associação dos Avicultores do Pernambuco (Avipe), Josimário Gomes. Em Pernambuco, o que está ocorrendo é uma redução na margem de lucro, pois está se gastando mais para produzir uma mesma quantidade. Em 2009, o setor superou a marca de R$ 1 bilhão em faturamento. São 2.600 estabelecimentos que empregam 107 mil pernambucanos. Mesmo com os problemas desse início de ano, a previsão é que haja um crescimento de 5% na atividade em 2010. O problema ocorrido com as aves em virtude do calor é conhecido como estresse calórico e acontece quando as temperaturas nos ambientes onde estão alojados ultrapassam 36 °C, segundo pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves. Quando o assunto são negócios, os últimos cinco anos foram de evolução para a avicultura pernambucana, que tem investido pesado em equipamentos para as granjas. O objetivo é atingir um padrão de qualidade para começar a fornecer ao mercado externo, em especial, o europeu, exigente quanto ao cuidado com as aves. A meta no curto prazo, revela Gomes, é que em dois anos já seja possível vender para a África, cuja demanda é grande por alimentos. Com os investimentos, a produção diária de ovos saltou de quatro milhões para seis milhões. Acompanhou o crescimento no número de aves, que era de 9 milhões em 2005 e agora é de 14 milhões. Tudo graças ao consumo interno. Estamos atentos agora à evolução na produção de grãos do Piauí, Sergipe e Bahia, por exemplo, para conseguir nos tornar independentes do Sul e Centro-Oeste , acrescentou o presidente da Avipe. Soja e milho são os principais componentes da ração das aves. |
Gravatá (PE), 09/09/2010
Atualizado09:29:24 PM GMT
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