AGROPECUÁRIA

Gravatá (PE), 04/09/2010

Atualizado09:29:24 PM GMT

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Avícolas têm prejuízo com o calor

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 As altas temperaturas registradas nos últimos meses têm prejudicado a avicultura local, segundo segmento econômico de maior representatividade no Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco. Com o calor, o tempo para engorda das aves aumentou, fazendo com que a produtividade caísse em até 10% devido a elevação nos custos. Quanto mais se demora a atingir o peso ideal, maior é a quantidade de ração consumida pelos animais nas granjas, além do aumento nos gastos co manutenção dos espaços.

O fenômeno tem atingido todo o País, sendo mais grave na Região Sul, onde as oscilações térmicas são maiores que no Nordeste. E, segundo divulgou ontem o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a tendência é que o calor permaneça até abril. Aqui estamos sofrendo, mas não como no Sul, onde as perdas chegam a 40% dos animais. Em picos de temperatura chegaram a morrer em um único dia 15% do plantel , comentou o presidente da Associação dos Avicultores do Pernambuco (Avipe), Josimário Gomes.

Em Pernambuco, o que está ocorrendo é uma redução na margem de lucro, pois está se gastando mais para produzir uma mesma quantidade. Em 2009, o setor superou a marca de R$ 1 bilhão em faturamento. São 2.600 estabelecimentos que empregam 107 mil pernambucanos. Mesmo com os problemas desse início de ano, a previsão é que haja um crescimento de 5% na atividade em 2010.

O problema ocorrido com as aves em virtude do calor é conhecido como estresse calórico e acontece quando as temperaturas nos ambientes onde estão alojados ultrapassam 36 °C, segundo pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves.

Quando o assunto são negócios, os últimos cinco anos foram de evolução para a avicultura pernambucana, que tem investido pesado em equipamentos para as granjas. O objetivo é atingir um padrão de qualidade para começar a fornecer ao mercado externo, em especial, o europeu, exigente quanto ao cuidado com as aves. A meta no curto prazo, revela Gomes, é que em dois anos já seja possível vender para a África, cuja demanda é grande por alimentos.

Com os investimentos, a produção diária de ovos saltou de quatro milhões para seis milhões. Acompanhou o crescimento no número de aves, que era de 9 milhões em 2005 e agora é de 14 milhões. Tudo graças ao consumo interno. Estamos atentos agora à evolução na produção de grãos do Piauí, Sergipe e Bahia, por exemplo, para conseguir nos tornar independentes do Sul e Centro-Oeste , acrescentou o presidente da Avipe. Soja e milho são os principais componentes da ração das aves.

IGA 2010: Conferência Discute Aprimoramento da Caprinocultura Mundial

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Será realizada em Recife (PE), no período de 19 a 23 de setembro, a 10ª Conferência Internacional de Caprinos (IGA 2010), cujo principal objetivo é discutir problemas e soluções para o desenvolvimento da caprinocultura nacional e mundial. A programação é fruto de uma parceria firmada entre o Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCT), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Empresa Paraibana de Pesquisa Agropecuária (EMEPA), que constituem o Comitê Executivo do evento.

Com o tema central "Desenvolvimento tecnológico e medidas associativas para o desenvolvimento da produção de pequenos ruminantes", a 10ª Conferência se destina a agricultores, técnicos e estudantes de graduação e pós-graduação. A programação será composta por simpósios, fóruns e debates com cientistas, técnicos, políticos e produtores. Serão 35 palestras com convidados nacionais e internacionais, nas quais, durante os quatro dias, se discutirão os problemas e soluções para o desenvolvimento da caprinocultura no Brasil e no mundo.

O diretor do INSA, Roberto Germano Costa, afirma que é perceptível a importância econômica e social da caprinocultura no Semiárido, onde as condições climáticas dificultam a exploração agrícola. Ele explica que nessa região, a atividade já consolidou sua importância e viabilidade, despertando o interesse de criadores com visão empresarial.

"A importância econômica e social dos caprinos criados no Nordeste do Brasil reside na produção de leite e carne, para alimentação das populações de média e baixa renda, como fonte de proteína animal de baixo custo, e na produção de peles, que é mais uma fonte de renda" avalia Germano.

A International Goat Association (IGA) é uma sociedade sem fins lucrativos que tem por missão promover a pesquisa e o desenvolvimento da caprinocultura para o benefício da humanidade, melhorando a qualidade de vida das pessoas no mundo. Com essa finalidade, a IGA promove várias ações, dentre elas a Conferência Internacional de Caprinos. A 10ª edição do evento ocorrerá no Mar Hotel Recife. Os interessados devem fazer sua inscrição online, por meio do endereço eletrônico: http://www.iga2010.com.br/pt/

Projeto Biomas conciliará crescimento na produção de alimentos e preservação do meio ambiente

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Brasília (24/02/2010) – Com investimento garantido de R$ 20 milhões nos próximos nove anos, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) lançaram oficialmente nesta quarta-feira (24.02) o PROJETO BIOMAS. Trata-se de uma iniciativa inédita que vai permitir que o Brasil consiga, ao mesmo tempo, manter a liderança global na produção agropecuária e promover a preservação do meio ambiente. 

"Vamos mostrar ao mundo que o Brasil não é apenas um grande produtor de alimentos, mas que apresenta também uma produção rural embasada em técnicas científicas e ambientalmente sustentáveis", afirmou a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, no lançamento das atividades. 

As bases do Projeto Biomas começaram a ser construídas a partir do segundo semestre do ano passado, quando a CNA firmou parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o que permitiu a execução dos trabalhos em conjunto com a EMBRAPA. A unidade EMBRAPA FLORESTAS, de Colombo (PR), liderará as pesquisas. “Precisamos produzir mais alimentos, pois cerca de um bilhão de pessoas passam fome ao redor do mundo, até mesmo no Brasil Mas também não podemos abrir mão de nossas florestas, da nossa biodiversidade. O Projeto Biomas vai compatibilizar essas duas vocações do nosso País”, disse Kátia Abreu. 

Esta primeira fase do projeto tem duração de nove anos, incluindo estudos específicos para todos os seis biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. As soluções apontadas vão levar em consideração também as exigências das legislações estaduais e federais, o que é uma característica inédita do projeto. O objetivo não é apenar promover a pesquisa, mas construir soluções práticas que permitam ao homem do campo recuperar áreas frágeis das propriedades rurais e, ao mesmo tempo, gerar renda. 

A construção desse novo modelo que alia produção e preservação será indispensável para o posicionamento do Brasil no mercado internacional, avalia a CNA. “A sustentabilidade será um requisito fundamental para que o agronegócio brasileiro conquiste novos mercados. É uma exigência do consumidor”, destacou a senadora. 

Na etapa inicial do projeto, serão formadas parcerias, pulverizando as pesquisas por todo o País com o apoio de diversas instituições. “Vamos mobilizar cientistas de várias entidades de pesquisa do País”, destacou Kátia Abreu. O trabalho envolverá mais de 200 pesquisadores. O diagnóstico regionalizado, em um segundo passo, permitirá identificar as potencialidades e fragilidades das paisagens rurais em cada bioma do País. A terceira etapa do Projeto Biomas envolverá a implantação de uma rede de experimentação nacional, em áreas que operarão como projetos-piloto.

 Assessoria de Comunicação da CNA

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Pernambuco inicia ampliação no monitoramento climático

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O Laboratório de Meteorologia do Estado de Pernambuco(Lamepe), começará trabalho de monitoramento climático naquele estado de forma ampliada a partir do final de fevereiro quando será instalados 14 Plataformas de Coletas de Dados (PCDs) - equipamentos responsáveis pelo monitoramento.

De acordo com o assessor de comunicação daquele laboratório, Robério Coutinho, a coordenadora do Lamepe, Francis Lacerda, informou que foram investidos cerca de 158 mil dólares na aquisição das PCDs, justificando que as plataformas e também materiais sobressalentes e peças de reposição, que foram importadas dos Estados Unidos, já chegaram ao Laboratório, e começarão a ser instaladas na segunda quinzena do mês corrente. “Segundo Francis, alguns dos municípios que possuem Estações Experimentais do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) - locais que já possuem toda a estrutura necessária para as instalações -, serão os primeiros a receberem as plataformas. Ela justifica que, além de apresentarem as condições ideais, as estações do IPA também vão auxiliar nas pesquisas dos impactos das mudanças climáticas na agricultura familiar do Estado”, relata Robério.

Aquele assessor informou que Lacerda informo que as cidades de Itambé, Ipojuca, São José do Belmonte, Afogados da Ingazeira e Itaíba serão as primeiras a receber as instalação dos novos equipamentos, trabalho que deve ser concluído até o final de junho, onde Pernambuco terá a maior rede de monitoramento climática, via satélite, em funcionamento do Nordeste. “Serão 40 PCDs, sendo três agrometeorologias, 27 meteorológicas e 10 termo-pluviométricas”, conclui, esclarecendo que as Plataformas de Coletas de Dados são capazes de medir e armazenar variáveis de chuva, vento, temperatura, unidade do ar, pressão atmosférica, radiação, além de temperatura e umidade do solo.

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Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Pernambuco recebe R$ 2,9 milhões para erradicação da febre aftosa

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Durante sua passagem pela cidade de Petrolina, Sertão do estado o Governador, Eduardo Campos e o secretário de Agricultura e Reforma Agrária, Ângelo Ferreira, assinaram dois convênios com o Ministério de Agricultura e Reforma Agrária que totalizam R$ 2,9 milhões para as atividades de defesa animal.

A informação é da assessora daquele governo, Jaqueline Macedo, justificando que trata-se de um convênio no valor de R$1.424.503, 79 para a erradicação da febre aftosa e outro no valor de R$ 1.504.312, 25 para a prevenção, controle e erradicação de doenças animais com a finalidade de assegurar a sanidade do rebanho pernambucano.

Ela informou que o investimento irá beneficiar diretamente 260.000 produtores rurais que irão agregar valor qualitativo e quantitativo aos seus rebanhos e que algumas doenças de impacto econômico terão ações especificas de fiscalização e monitoramento como é o caso da raiva dos herbívoros, (a Adagro irá realizar o controle populacional do morcego hematófago, transmissor da raiva) a tuberculose e a brucelose bovina (doença que pode ser transmitida para o homem através da ingestão de alimentos contaminados), as doenças de eqüídeos, a sanidade avícola e demais programas de saúde animal do ministério da Agricultura serão beneficiados com ações de saúde animal.

Ao contatar com Domingo Rural a jornalista informou que para a realização de todas as atividades a Adagro irá investir parte dos recursos na aquisição de 16 carros, 76 computadores, 23 motos, 36 ar condicionados, 36 freezers, 46 GPS, 120 redes para capturas de morcegos entre outros materiais necessários a realização das atividades relacionadas ao convênio. “Neste convênio a Adagro também irá adquirir 8 equipamentos via satélite que permitirá aos técnicos, realizarem cadastramento, monitoramento de propriedades in loco via web e a emissão de documentos sanitários como PTV(permissão de trânsito vegetal), GTA(Guia de trânsito animal) e CFO(certificado fitossanitário de origem) também in loco, sem necessitar do deslocamento do produtor rural até o escritório da Adagro”, relata a assessora.

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Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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